21.11.08

Carta aberta

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Cérebro eletrônico (Gilberto Gil)

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Quase tudo
Mas ele é mudo


O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar quando estou triste
Só eu

Eu cá com meus botões de carne e osso
Eu falo e ouço
Eu penso e posso

Eu posso decidir se vivo ou morro
Porque
Porque sou vivo, vivo pra cachorro
E sei

Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Em meu caminho inevitável para a morte

Porque sou vivo, sou muito vivo
E sei
Que a morte é nosso impulso primitivo
E sei

Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro

3 comentários:

Juliana Moura disse...

Por isso gosto tanto de vir até aqui: consigo pensar, repensar, refletir e até mesmo rir de vez em quando.
O sorriso surge, na verdade, de algumas peças que os teus textos pregam. Como essa carta tão inesperada e por demais bonita.

Dani disse...

Paulinho,
Quero teu endereço residencial...

Vanuzinha disse...

Paulinho, será que você reconheceria minha letra numa cartinha? Acho que de fato vc nunca a viu...